Chapter 21
O Eco do Passado
Preso no ciclo temporal com o Primeiro, Zarthus revisita suas memórias mais dolorosas, revelando o verdadeiro motivo de sua antiga vilania: um ato de desespero para salvar sua filha, que foi mal interpretado e o transformou no monstro que todos temiam. Ele encontra paz ao entender que seu sacrifício final finalmente redimiu seu erro.
O tempo não existia ali. Ou melhor, existia, mas em um loop infinito, um eco que se repetia sem fim. Zarthus flutuava no vazio, a escuridão ao seu redor pulsando com a respiração do Primeiro. A entidade estava contida, mas não silenciosa. Sussurrava, tentava, se debatia contra as paredes invisíveis do ciclo que Zarthus havia criado com sua própria essência.
— Por que você fez isso? — a voz do Primeiro ecoava, distorcida, cheia de fúria e incompreensão. — Você poderia ter governado ao meu lado. Poderia ter tudo.
Zarthus fechou os olhos, ou o que restava deles. Ele não tinha mais corpo, apenas consciência, uma chama que teimava em não se apagar. Mas ainda sentia. Sentia o peso dos séculos, o arrependimento, e, pela primeira vez em muito tempo, uma paz silenciosa.
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