Chapter 18
O Toque do Guardião
O guardião toca a testa de Kael, mergulhando-o em uma visão onde ele enfrenta o Primeiro e ouve a voz de Zarthus. Kael escolhe não se render à escuridão, enfraquecendo o guardião. Lyra usa sua luz para quebrar o vínculo, e o grupo foge enquanto o templo desaba, mas o Primeiro ainda está ligado a Kael.
A mão do guardião era fria como a pedra do templo. Quando seus dedos tocaram a testa de Kael, o mundo ao redor se desfez. O som do desmoronamento, o grito de Lyra, a luz bruxuleante das runas — tudo desapareceu, substituído por um silêncio absoluto.
Kael abriu os olhos e se viu em um lugar vazio. Não havia chão, nem teto, apenas uma escuridão infinita pontuada por fios de luz prateada que se estendiam como teias de aranha. Ele flutuava, ou talvez estivesse de pé sobre nada. A única presença além dele era uma figura que emanava do centro daquela vastidão: o Primeiro, agora com uma forma mais definida, uma silhueta humana envolta em sombras pulsantes.
— Então você veio até mim — disse a entidade, a voz ecoando como se viesse de todas as direções. — O toque do guardião te trouxe ao meu reino. Aqui, não há selo, não há templo. Apenas nós dois.
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