Chapter 4
O Dia em Que o Sorriso Voltou
Após a tempestade, Maya recebe uma carta de Sofia que a faz rir pela primeira vez em dias. A amiga visita a aldeia e, entre tarefas da machamba e conversas leves, as duas redescobrem a alegria nas pequenas coisas. Dr. Henrique e Lucas observam à distância, satisfeitos com o progresso de Maya.
A manhã seguinte à tempestade amanheceu clara. O céu, lavado pela chuva da noite anterior, tinha um azul tão intenso que parecia pintado à mão. Maya saiu de casa e sentiu o cheiro da terra molhada, um perfume fresco e vivo que lhe encheu os pulmões.
Ela tinha ido à machamba sozinha, como a avó pedira, e voltara com o cesto quase cheio. Não era perfeito, mas era melhor do que no dia anterior. A avó, ao ver as batatas-doces e as folhas de couve, limitou-se a acenar com a cabeça, um gesto pequeno que, para Maya, valia mais do que mil palavras.
Quando entrou em casa, encontrou um envelope sobre a mesa. Era de Sofia. A letra redonda e apressada da amiga saltava-lhe aos olhos, e Maya sentiu um calor no peito antes mesmo de abrir o envelope.
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