Chapter 1
Capítulo 1
O menino Jason, de 3 anos, vira um cachorro labrador de repente. Seus amigos Dobi e Papillon viram policiais para ajudar a capturar o malvado Antel, que está fazendo travessuras na cidade. Eles descobrem que Antel tem um plano terrível e começam a investigação.
Era uma manhã ensolarada na cidade de Animália. O pequeno Labrador, um menino de três anos de cabelos castanhos e olhos curiosos, estava no quintal de casa, brincando com sua bola azul. Ele adorava perseguir insetos e imaginar aventuras. Mas naquele dia, algo muito estranho aconteceu.
Enquanto ele corria atrás de uma borboleta, o chão tremeu um pouco e uma luz dourada surgiu ao redor do seu corpo. Labrador sentiu uma cócega no nariz, depois nas orelhas, e num piscar de olhos... ele se transformou em um cachorro labrador de pelagem amarela e orelhas caídas!
— Au? — disse ele, assustado, ao perceber que não conseguia mais falar como antes. Ele olhou para as patas, para o rabo que balançava sozinho, e soltou um latido confuso.
Da cozinha, sua mãe gritou:
— Labrador, o café da manhã está pronto!
Mas quando ela abriu a porta e viu um cachorro no lugar do filho, levou um susto tão grande que deixou cair a xícara. Labrador queria explicar, mas só conseguia latir. Sua mãe, muito preocupada, chamou o pai, que veio correndo.
— Onde está o nosso filho? E esse cachorro de onde veio? — perguntou o pai, coçando a cabeça.
Labrador, desesperado, começou a pular e abanar o rabo, tentando mostrar que era ele. Mas seus pais não entendiam. Então ele lembrou que seus melhores amigos, Dobi e Papillon, moravam na casa ao lado. Eles sempre acreditavam nas suas histórias malucas. Com um latido alto, ele correu para a cerca e pulou no quintal dos amigos.
Dobi, um menino de quatro anos de cabelo cacheado e óculos redondos, estava regando as plantas. Quando viu o labrador entrando, riu:
— Olha, um cachorro novo! Papillon, vem ver!
Papillon, uma menina de três anos com tranças e um sorriso esperto, apareceu na porta. Ela observou o cachorro e franziu a testa.
— Dobi... esse cachorro tem os mesmos olhos do Labrador. E olha, ele está fazendo aquela careta que o Labrador faz quando quer pedir um biscoito.
O cachorro latiu e balançou a cabeça afirmativamente. Dobi se aproximou e disse:
— Labrador? É você?
O Labrador latiu feliz e lambeu a mão do amigo. Papillon apertou os olhos e disse:
— Aconteceu alguma mágica, não foi? Vamos resolver isso.
Mas antes que pudessem fazer qualquer coisa, um barulho alto vindo do centro da cidade chamou a atenção deles. Era uma explosão, seguida de gritos e uma risada malvada que ecoou pelas ruas. Uma figura encapuzada apareceu no telhado da padaria, jogando bombinhas de glitter verde para todos os lados.
— Ha ha ha! A cidade de Animália será minha! — gritou a vilã, que se chamava Antel. Ela era uma mulher magra da cor azul, com chifres na cabeça e uma capa roxa. Adorava fazer travessuras e transformar tudo numa bagunça.
Dobi ficou bravo:
— Essa tal de Antel está sempre aprontando! Alguém precisa pará-la!
Papillon olhou para Labrador e teve uma ideia:
— Se você virou cachorro, talvez possa farejar os planos da Antel. Mas nós precisamos de autoridade para persegui-la. Vamos virar policiais!
— Como assim? — perguntou Dobi.
Papillon explicou que, na imaginação, eles podiam se transformar em qualquer coisa. Ela fechou os olhos e desejou ser uma policial. Num estalo, uma farda azul apareceu nela, com um distintivo brilhante. Dobi também fechou os olhos e ganhou uma farda igual, mas com um chapéu. Labrador latiu e desejou ser um detetive canino. Uma lupa e um crachá surgiram pendurados no seu pescoço.
— Agora somos a Patrulha Do baby Bus!‽ — disse Dobi, todo empolgado.
Papillon, agora a líder, disse:
— Primeiro, precisamos descobrir o que Antel está planejando. Labrador, você pode farejar o cheiro dele?
Labrador cheirou o ar. O cheiro de Antel era forte, uma mistura de chiclete de menta e pólvora. Ele seguiu o rastro pela rua, com os amigos correndo atrás. O rastro levava ao parque da cidade, onde Antel havia montado um estranho aparelho.
— O que é aquilo? — perguntou Dobi.
Papillon olhou com seus binóculos de polícia:
— Parece uma máquina de fazer bolhas de sabão gigantes. Mas essas bolhas... elas estão congelando as pessoas!
De fato, cada bolha que tocava alguém o transformava em uma estátua de gelo colorido. Antel ria enquanto girava uma manivela.
— Com isso, vou congelar toda a cidade e ninguém vai poder me impedir! Ha Ha Ha.
Labrador rosnou. Ele sabia que precisavam agir rápido. Papillon sussurrou:
— Temos que chegar perto da máquina e quebrá-la. Dobi, você distrai. Labrador e eu vamos por trás.
Dobi pegou um apito e começou a fazer barulho. Antel se virou:
— Ei, moleques! Saiam daqui!
Enquanto ele o distraia, Labrador e Papillon rastejaram até a máquina. Labrador mordeu um cabo, e Papillon apertou um botão vermelho. A máquina começou a chiar e soltar fumaça.
— Não! — gritou Antel. — Vocês estragaram tudo com sempre!!!
Mas antes que ela pudesse fazer algo, a máquina explodiu numa nuvem de purpurina, e a vilã sumiu numa poça de bolhas. As pessoas congeladas voltaram ao normal, confusas.
Os três amigos comemoraram, mas Papillon notou algo:
— Ela escapou. Antel é esperta. Ela Não vai desistir.
Labrador latiu em concordância. Dobi disse:
— Então vamos continuar sendo policiais até prendê-la de vez.
E assim, a Patrulha Do Baby Bus começou sua missão. Mas naquela noite, enquanto voltavam para casa, Labrador sentiu um cheiro diferente vindo do lixo. Era um bilhete, escrito com letras brilhantes:
"Vocês podem ter vencido hoje, mas amanhã eu voltarei com algo ainda pior. Assinado: Antel."
Labrador arrepiou os pelos. A aventura estava apenas começando.