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Chapter 2

Capítulo 2 – Novos Passos no Silêncio

Anny passa seu primeiro dia no convento, conhecendo as rotinas e fazendo amizade com as outras noviças. Ela sente-se dividida entre a esperança de servir a Deus e o sentimento crescente pelo Padre Gabriel, que a trata com gentileza e atenção durante uma tarefa no jardim. Ao final do dia, um pequeno bilhete deixado por Madre Superiora Clara a convida para uma conversa reservada, deixando Anny curiosa sobre o que a espera.

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O sino do convento tocou suavemente ao amanhecer, acordando Anny de um sono leve e cheio de sonhos coloridos. Ela se levantou depressa, arrumou o leito como vira as outras noviças fazerem e vestiu com cuidado o hábito simples que havia recebido na noite anterior. O tecido era áspero, mas havia algo de reconfortante em seguir aquele novo ritual.

No refeitório, as noviças sentavam-se em silêncio, trocando apenas olhares tímidos e sorrisos disfarçados. Anny sentiu um friozinho na barriga, mas logo uma menina de cabelos dourados sentou-se ao seu lado e lhe ofereceu um pedaço de pão. "Sou Rosa. Também cheguei há pouco," sussurrou, e Anny sorriu aliviada. Sentir-se compreendida naquele mundo novo era como encontrar uma flor no inverno.

Após o café, Madre Superiora Clara conduziu as noviças pelo convento, mostrando a rotina: arrumar a capela, cuidar do jardim, estudar as antigas escrituras. Anny ficou encarregada de regar as flores. Pegou o regador e seguiu para o jardim, onde o sol já brincava com as pétalas coloridas.

Enquanto caminhava entre as roseiras, ouviu passos atrás de si. Era o Padre Gabriel, com as mangas da batina arregaçadas e um sorriso gentil. "Posso ajudar?", perguntou ele, pegando outro regador. Anny sentiu o rosto corar, mas respondeu com voz doce: "Gosto de cuidar das plantas, padre. Elas parecem sempre saber o que sentem."

Ele riu baixinho. "As flores ensinam a esperar o tempo certo, Anny. Assim também é com o coração." Os dois regaram as plantas em silêncio, mas parecia que uma conversa inteira acontecia apenas com olhares e pequenos gestos. Ao se despedirem, Padre Gabriel tocou de leve a mão de Anny, que sentiu um calor bom subir pelo braço. Ela ficou alguns minutos parada, olhando para o céu, tentando entender o que sentia.

O resto do dia passou entre estudos e tarefas. Anny, mesmo distraída pelos próprios pensamentos, esforçava-se para seguir as orientações da Madre Superiora, que observava tudo com atenção de águia. Antes do jantar, Anny encontrou um pequeno envelope embaixo de seu travesseiro. Reconheceu a caligrafia elegante: era da Madre Superiora Clara. "Minha filha, venha à minha sala após as orações. Preciso conversar com você."

O coração de Anny acelerou. Será que fizera algo errado? Ou talvez a madre apenas quisesse saber como ela estava se adaptando? Cheia de dúvidas, mas também de curiosidade, Anny dirigiu-se à capela para as últimas orações do dia. No silêncio sagrado do lugar, pediu forças para entender seu próprio coração e coragem para enfrentar o que estava por vir.

Quando as luzes do convento começaram a se apagar e o corredor ficou quase vazio, Anny caminhou devagar até a porta da Madre Superiora, sentindo que um novo segredo estava prestes a ser revelado.

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