Chapter 16
O Laboratório Esquecido
Guiado pelas pistas que reuniu ao longo de sua investigação, Caio finalmente encontra um local que deveria ter permanecido oculto: um antigo laboratório secreto, abandonado há anos e apagado de todos os registros oficiais. Escondido sob estruturas esquecidas pelo tempo, o lugar guarda as marcas de um passado que alguém tentou eliminar por completo. Ao explorar suas instalações, ele encontra equipamentos enferrujados, salas de contenção destruídas, documentos parcialmente queimados e bancos de dados corrompidos. Mesmo assim, o que restou é suficiente para revelar uma verdade aterradora. Ali foram conduzidos experimentos biológicos clandestinos, envolvendo manipulação genética, alterações celulares e testes destinados a criar indivíduos com habilidades sobre-humanas. À medida que analisa os arquivos recuperados, Caio percebe que muitos dos chamados vilões não nasceram dessa forma. Diversos deles foram transformados à força, submetidos a procedimentos brutais que alteraram seus corpos e suas mentes, convertendo seres humanos comuns em armas vivas. A criminalidade que assola a cidade talvez não seja apenas consequência do acaso, mas o resultado direto de décadas de experimentos escondidos nas sombras. A descoberta se torna ainda mais perturbadora quando Caio encontra registros que apresentam semelhanças inquietantes com sua própria condição física. As descrições de regeneração acelerada, reconstrução celular e adaptações biológicas lembram demais os poderes que possui desde a infância. Pela primeira vez, ele é obrigado a considerar que seu corpo também possa estar ligado àquelas pesquisas. Diante das evidências, torna-se impossível negar a conexão entre seu passado e os horrores cometidos naquele laboratório. Cada documento encontrado aproxima Caio da verdade sobre sua origem, mas também o faz compreender que revelar esse segredo poderá abalar os alicerces da sociedade heroica e transformar para sempre a forma como o mundo enxerga heróis e vilões.
Les indices s'étaient accumulés, des murmures dans les recoins de son esprit, des coïncidences trop étranges pour être ignorées. Caio avait suivi la piste, une toile d'araignée ténue tissée à travers les failles béantes du système, jusqu'à un endroit que Fortaleza avait soigneusement effacé de sa mémoire collective. Un ancien laboratoire, enseveli sous les décombres du temps et l'indifférence générale. L'air y était lourd, chargé de la poussière des décennies et d'un silence oppressant, celui des secrets trop longtemps gardés.
Il avait découvert l'entrée par hasard, une fissure dissimulée derrière une façade branlante d'un entrepôt désaffecté, une porte dérobée dans le tissu même de la ville. Le métal rouillé grinça en cédant sous sa pression, révélant une obscurité profonde, une promesse de révólation et de terreur. L'odeur âcre de moisissure et de produits chimiques stagnants lui piqua les narines, une odeur qui parlait de souffrance et de science détournée.
À l'intérieur, le temps semblait s'être figé. Des équipements médicaux, autrefois à la pointe de la technologie, gisaient désormais en ruines, leurs surfaces métalliques rongées par une rouille tenace. Des salles de confinement, autrefois probablement hermétiques et stériles, étaient maintenant éventrées, leurs portes arrachées de leurs gonds comme par une force déchaînée. Les murs portaient les cicatrices de combats oubliés, des impacts de balles et des traces d'explosions anciennes.
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