Chapter 12

A Teia de Kai

Enquanto Caio se vê cada vez mais cercado por perguntas sem resposta, Kai passa a agir de maneira incomum. Sempre atento aos detalhes e dotado de uma curiosidade quase insaciável, ele começa a entregar pequenas informações de forma discreta, como se soubesse exatamente o que revelar e o que manter em segredo. Em vez de respostas diretas, Kai oferece pistas enigmáticas: nomes esquecidos em antigos registros, datas que parecem se repetir em diferentes casos, fotografias incompletas e referências a acontecimentos que nunca aparecem nos arquivos oficiais da agência. Separadamente, essas informações parecem insignificantes. Juntas, porém, começam a formar um quebra-cabeça inquietante. Caio logo percebe que aquelas pistas não poderiam ter sido obtidas apenas dentro da agência. Existe uma fonte externa alimentando Kai com informações, ou talvez o próprio rapaz esteja conduzindo uma investigação paralela há muito mais tempo do que deixa transparecer. Ainda assim, ele evita revelar a origem de seus dados, limitando-se a dizer que algumas verdades só podem ser encontradas por quem está disposto a procurar nos lugares certos. A cada novo encontro, torna-se evidente que a curiosidade de Kai nunca foi mera característica de sua personalidade. Por trás de seu comportamento descontraído existe alguém que também busca respostas e que, por motivos ainda desconhecidos, decidiu compartilhar parte de sua investigação com Caio. Pela primeira vez desde o início de sua jornada, Caio sente que talvez não esteja enfrentando essa conspiração completamente sozinho.

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La lumière crue des néons de Fortaleza filtrait à travers les stores vénitiens du bureau de Kai, projetant des ombres mouvantes sur les piles de dossiers et les écrans d'ordinateur. Caio observait Kai, un mélange de fascination et de méfiance dans le regard. Depuis quelques jours, Kai avait changé. Son attitude nonchalante habituelle, ses questions anodines, tout semblait s'être transformé en une forme subtile et déroutante d'assistance. Il ne donnait pas de réponses franches, non. C'était bien plus subtil, plus insidieux, comme s'il semait des graines dans l'esprit de Caio, attendant patiemment qu'elles germent.

« Tu as regardé le dossier de l'incident de la Tour du Serpent ? » demanda Kai, ses doigts dansant sur le clavier avec une dextérité déconcertante. Il n'avait pas levé les yeux, mais Caio savait qu'il avait décelé son interrogation.

Caio hocha la tête. « Je l'ai relu. Rien d'inhabituel. Un autre super-vilain dérangé. »

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