Back to explore

Story overview

O Amor que Floresceu na Praça

Fairy TaleAdventureScience FictionHistoricalNon-fictionPoetry
Reads

1

Likes

0

Parts

10

Status

published

O Amor que Floresceu na Praça Maya e Lívia cresceram na mesma rua, em Juiz de Fora, mas por muito tempo mal se falavam. Maya era a menina que sempre carregava um caderno de desenho, observando o mundo com olhos atentos e calmos. Lívia, por sua vez, era cheia de energia: gostava de andar de bicicleta, conversar com todo mundo e trazer um sorriso fácil para qualquer rosto. Tudo mudou numa tarde de primavera, na praça central da cidade. Maya estava sentada num banco, tentando desenhar as flores que cresciam perto da fonte, quando um vento forte levou suas folhas para longe. Antes que ela pudesse correr, Lívia, que passava por ali, já estava recolhendo os papéis, rindo da confusão. — Seus desenhos são lindos — disse ela, entregando-os com cuidado. — Você vê o mundo de um jeito diferente. A partir daquele dia, começaram a se encontrar sempre. Maya mostrava suas ilustrações e contava histórias que inventava; Lívia levava ela para conhecer cantos escondidos da cidade, parques pequenos e mirantes com vista para as montanhas. A amizade cresceu devagar, como uma planta que recebe sol e água todos os dias, até que se transformou em algo mais profundo. Houve um momento especial, numa noite de junho, quando estavam sentadas no mesmo banco da praça. O céu estava cheio de estrelas, e o ar tinha um cheiro suave de café e pão doce que vinha da padaria próxima. Lívia pegou a mão de Maya, com um pouco de vergonha mas muito coragem, e disse: — Há muito tempo eu sinto algo por você que não sei explicar direito. É como se, quando você está por perto, tudo fica mais leve e mais bonito. Maya sorriu, sentindo o coração bater mais forte, e respondeu: — Eu também. Você é a cor que faltava nos meus desenhos, a alegria que faltava nos meus dias. Assim, começaram a caminhar juntas, enfrentando o que viesse. Houve olhares curiosos e comentários de pessoas que não entendiam, mas elas nunca deixaram que isso apagasse o que sentiam. Se apoiavam nos dias difíceis e comemoravam cada pequena conquista. Maya desenhava Lívia em todos os lugares — no parque, em casa, observando o rio — e Lívia guardava cada desenho como um tesouro. Com o passar dos anos, aquele amor continuou crescendo: sincero, respeitoso e cheio de cumplicidade. Elas provaram que o amor não tem forma, nem rótulo — ele é apenas o encontro de dois corações que se reconhecem e escolhem caminhar lado a lado, para sempre.

Table of contents