AIBookCraft

História interativa

O parque Hilmex.

É sobre uma adolescente do primeiro ano do ensino médio que sonha em ser uma arquiteta muito bem sucedida. E um dia, um garoto novo chegou na escola, e ali deu início a uma nova história na vida dela.

Jogue as primeiras cenas de graça. Sem cadastro.

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…— Posso te acompanhar até o ponto de ônibus? — Pode. Caminhamos juntos, o sol da tarde aquecendo nossos ombros. Ele falava sobre o time de basquete da escola, e eu ouvia, distraída, sentindo o peso leve da mochila e o calor do braço dele quase encostando no meu. Quando chegamos ao ponto, ele parou. — Então, amanhã tem mais, né? — Tem. — Sorri. — Ar-condicionado e arquitetura. — E suco de maracujá. Ele riu, e eu entrei no ônibus. Enquanto ele se afastava, acenando, eu percebi que, pela primeira vez em muito tempo, eu não estava contando os minutos para o fim da aula. Eu estava contando as horas para o dia seguinte.

O sol da manhã mal atravessava as janelas da sala quando Isabela encontrou Ana na entrada do colégio. Ana já estava rodeada de gente, mas abriu espaço ao vê-la chegar, como se a esperasse desde cedo.

— E aí, futura arquiteta — disse Ana, piscando. — Dormiu bem ou ficou pensando no Lucas?

Isabela tentou disfarçar o sorriso, mas sentiu as bochechas esquentarem. O nome dele parecia mais alto, vibrando por dentro. — Dormi bem, sim…

Antes que Ana pudesse continuar as provocações, o próprio Lucas apareceu no corredor. Ele não percebeu ninguém além de Isabela, sorrindo daquele jeito que fazia o coração dela bater mais forte e estranho. Estava com o uniforme um pouco amassado, um caderno equilibrado entre os dedos e uma mochila azul escura pendurada em um ombro só.

— Oi, Isabela. Oi, Ana.

— Oi, Lucas — respondeu Ana, com um sorriso maroto. — Já estão enturmados?

Ele riu, um pouco sem jeito, e virou-se para Isabela. — Você trouxe aquele desenho da casa dos sonhos?

— Trouxe, claro. — Isabela apertou a alça da mochila, sentindo o desenho dobrado com cuidado dentro do fichário.

O sinal tocou, e a multidão começou a se empurrar para entrar na sala. Eles seguiram juntos até os fundos, se sentando lado a lado. Ana ficou duas carteiras atrás, vigiando tudo com olhos atentos e cúmplices.

Durante a aula, Isabela sentia a presença de Lucas ao seu lado, o cotovelo dele esbarrando no seu de vez em quando, de um jeito distraído mas confortável. Quando o professor virou as costas para escrever na lousa, Lucas puxou o fichário dela de leve.

— Posso ver agora?

Ela olhou em volta, o coração disparando. O cheiro de suco de maracujá ainda parecia pairar entre eles, mesmo que já fosse outro dia. Cuidadosa, abriu o fichário na página certa e mostrou o desenho. Era uma casa moderna, janelas enormes, um jardim cheio de árvores e um balanço de madeira.

Lucas se inclinou para olhar de perto. Os ombros quase se tocavam. Ele examinou cada linha com tanta atenção que Isabela esqueceu de respirar por um instante.

— Isso é incrível — sussurrou ele. — Parece que dá vontade de morar aí agora.

Ela riu, nervosa. — Eu queria mesmo construir um lugar assim, sabe? Onde as pessoas se sintam seguras… e felizes.

Lucas olhou para ela, sério por um momento, e depois sorriu, suave. — Acho que você já faz isso. Me faz sentir assim aqui.

A frase pairou no ar, mais quente que o sol do início do dia. Isabela sentiu um aperto gostoso no peito. As palavras dançavam em silêncio, indecifráveis, até que o professor se virou de repente, pegando os dois distraídos.

— Srta. Isabela, Sr. Lucas, algo interessante aí?

A turma riu em coro. Isabela corou, gaguejando uma desculpa, enquanto Lucas rapidamente fechou o fichário e sussurrou um pedido de desculpas. O professor voltou à lousa, e os dois respiraram aliviados, trocando um olhar cúmplice cheio de risos contidos.

Quando o sinal do recreio finalmente soou, Isabela saiu para o pátio com Lucas ao lado. O céu estava limpo, e o vento leve trazia cheiro de pão fresco do refeitório. Sentaram-se debaixo da árvore de sempre, onde a luz filtrada pelas folhas deixava tudo com ar de segredo.

Lucas se virou para ela, mais perto do que o habitual. O sorriso, agora, era tímido. — Eu sei que cheguei agora, mas… queria te perguntar uma coisa.

Isabela engoliu em seco, sentindo o coração acelerar. Por um instante, tudo ao redor pareceu parar. Lucas hesitou, olhando fundo nos olhos dela, e ela sentiu a eletricidade invisível passar entre eles.

No momento seguinte, ele se inclinou ligeiramente, os lábios quase tocando o canto da boca dela. Isabela prendeu a respiração, sentindo o mundo girar devagar. Tudo estava prestes a mudar.

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